5 de fev de 2012

Wondering in Venice, Italy






Esse post é o primeiro de uma série sobre a minha aventura pela Itália. Caro leitor, o objetivo aqui não é reinventar a roda, já que muitos conhecem essas terras, mas simplesmente dividir algumas dicas de lugares, restaurantes e hotéis que nos agradaram.

Como eu normalmente faço meus roteiros baseados nas aventuras de amigos e conhecidos, achei que seria bom karma se eu dividisse a minha.

Fomos em Abril de 2011 e passamos 15 dias dedicados a conhecer o máximo possível desse lindo país e a primeira parada foi Veneza.



A Chegada:

O trajeto do aeroporto para o hotel: pode ser feito de diversas formas, porém a pé não é uma delas. O aeroporto de Veneza é um pouquinho distante do “balacobaco”, digamos assim. Portanto se você planeja fazer uma entrada triunfal em Veneza, nada mais justo que pagar uns 50-80 euros no “taxi-barco” para já chegar direto e rápido no hotel. Se você for um pobre mortal como eu e vive contanto os trocadinhos, segue a dica:

Ônibus: Alilaguna – Linha Laranja (Para: Estação Rialto)

Ao sair do aeroporto, o ponto fica logo a direita, não tem como perder. O trajeto leva uns 20 minutos e te deixa no ponto final onde você pode pegar o “metro-aquático” que atravessa o grande canal da cidade e chegar ao seu hotel pela estação mais próxima.

Na esquerda: Uma das paradas do metro-aquático no Grand Canal, Veneza


Hotel:

Muitos dizem que hotéis em Veneza são caros. Claro que são! A conveniência de ser perder sem pressa nas ruelas de Veneza, caminhar pela beira dos canais à noite e acordar com aquela vista cinematográfica do seu quarto realmente fazem toda a diferença. Mas compensa!



Caminhando por Veneza by night


Como estávamos viajando com mais outros amigos e cada um ficou em um, pude visitar os três hotéis.

Posso dizer que eram bem localizados, relativamente baratos e limpos.

Hotel Al Vagon - 120 euros por noite, vista pro canal, sem café da manha.

Hotel Berdinadi Semenzato -  120 euros por noite, vista pro canal, com café da manha.

Hotel Abazzia - 150 euros por noite, Vista para o jardim interno, próximo a estação de trem.


O café do hotel Berdinadi, simples e honesto.


Fizemos nossa reserva no Al Vagon, porém tivemos um problema com o sistema e a reserva não havia sido confirmada. O dono do hotel foi muito atencioso e prontamente nos colocou no hotel do primo dele (Sr.Berdinadi) pelo mesmo preço e com café da manha incluso. Para completar a nossa sorte, o Berdinadi tem uma área nova de quartos reformados que fica no segundo andar do Hotel Ca D’oro. Senti-me pagando por sardinha e comendo lagosta, com vista para o canal e tudo!

Comprinhas:

Existem barracas por todos os lados vendendo máscaras. O pulo do gato: achar uma bacana, pequena, que não vai soltar purpurina nem quebrar na mala. Já imaginou empacotar uma máscara na mala? Pois me pareceu similar ao conto do sombrero mexicano...Eu nem quis saber.

Garrafinhas de Grappa. Um liquor digestivo para saborear após refeiçoes pesadas. Eu experimentei e confesso que nao foi meu forte da viagem. Prefiro o o tal Spritz.  


Rialto – Cannaregio: Segundo o nosso gondoleiro, é a área mais tradicional de Veneza. As melhores lojinhas de souvenir, em minha opinião, ficam por lá. Tem máscaras de mais qualidade e 3-4 lojas com produtos de Murano. Itens de decoração para casa que são lindos. Poucos com cara de turistico-cafona.


Enquanto as meninas do grupo pensavam onde iam comprar seus brincos de murano, eu só pensava nessa loja que ficava bem no meio de Rialto, cheia de torrones lindos! 


Os programas de turista:

Passeio de Gôndola: Cerca 50 euros por casal, dura cerca de 30-40 minutos. Vale à pena negociar com o gondoleiro, principalmente se estiverem em 2 casais. Eles cantam, mostram casa de famosos e lugares históricos da cidade. Melhor hora? Por do sol.


Capturei essa cena comica onde o gondoleiro deixou cair o chapéu e teve de manobrar para buscá-lo...

Catedral de San Marco – A entrada é gratuita. Para ver o altar de perto e subir no terraço (com vista para a praça) custam 4 euros.

Torre do Campanário – Tem elevador e custam 8 euros por pessoa. O ponto mais alto de Veneza e com uma vista encantadora.




Venice Cassino – No seu estilo chique e decadente de ser, atrai mais o pessoal que curte um jogo de carta e roleta. Para quem gosta de caça-níquel, não vale a pena, há pouquíssimas máquinas. Solicita o passaporte na entrada, traje social é obrigatório, e o people-watch é fantástico. Desde mafiosos italianos a jogadores de futebol e ainda, prostitutas de luxo com chapéu e rendinha no rosto!


Entrada dos fundos do Cassino, a principal é pelo canal.

O povo chique chega de barco...

O que os venezianos nos recomendaram:

Spritz (Vinho branco, Campari, Aperol e Club Soda) - Drink clássico dos Venezianos.


Spritz acompanhado de "cicheti"



Giro per Bacari – Nada mais é que um “pub crawl” no estilo Veneziano de ser. Vá ao Campo de Santa Margherita e visite os bares ao redor . A graça é tomar uma dose de grappa ou Spritz acompanhado dos cicheti (mini aperitivos).

Il Refolo Pizzeria - Sestiere Santa Croce 1459 – Pizza maravilhosa, com preço ok. Os donos sao os mesmos que do restaurante mais caro de Veneza (Da Fiore). http://www.dafiore.net/it/

La Caorlina Del Fontego Dei Pescaori - Esse restaurante (de frutos do mar) tem um preço razoável, chique, e é freqüentado por locais em sua maioria. O dono do nosso hotel disse que levava os filhos para comerem lá. Fica um pouco afastado do movimento. Cuidado que tem um bem na frente (do outro lado do canal) e as pessoas confundem. O dono é presidente do mercado de peixe em Veneza, o cardápio vem cheio de sugestões frescas e o Risotto e simplesmente imperdível.


Restaurante: La Caorlina Del Fontego Dei Pescaori

Já aviso que eu sou meio suspeita para falar do risotto, porque desde que vi o programa de viagens em que o Anthony Bourdain visita Veneza, eu vinha sonhando visitar essa cidade e em comer o tal prato. O interessante é que o modo que eles fazem é tao trabalhoso, que a porçao mínima é para dois e já avisam que demora uns 20-30 minutos a mais que o normal.

Ficou curioso? Olha aqui o Bourdain comentando:
 

Para a minha surpresa, na hora de pagar a conta o dono do estabelecimento ainda presenteou as mulheres da mesa com 2 mini-broches de máscaras (cada uma).



 Fofo, né?


O que poucos dizem, mas é bom saber:

1 - Se perder em Veneza faz parte do passeio. Os mapas são confusos, as ilhotas mais ainda, mas essa é a graça e charme da cidade, cada canto com seu encanto.


Mapa de Veneza
Fonte: http://www.lonelyplanet.com/maps/europe/italy/venice/map_of_venice.jpg


2 - Há quem diga que os canais da cidade cheiram mal. Vejam bem, vamos esclarecer essa historia de uma vez por todas. Os canais de Veneza têm cheiro de mangue e maresia, quem não mora perto da praia estranha esse cheiro mesmo. Principalmente no verão.



3 - Mochilas ou Malas light e de rodinha boa são obrigatórias. Fatalmente você vai ter que carregar a sua malinha, sem contar que existem váaarias pontes (em formato de arco) entre as ilhotas.

4 - A vista para o canal é linda de morrer! Porém se a janela não for à prova de som, você vai escutar os barquinhos passando a noite toda. Não é nada ensurdecedor, mas para quem tem sono leve, fica a dica.


Vista da janela do nosso quarto

5 - Banheiro publico em Veneza custa 1, 50 euro e nem sempre é limpo.  

6 – Fique de olho nos seus pertences ao visitar a Praça San Marco. Pelo fato de ser muito movimentada, esse ponto é conhecido por furtos a turistas.


Formigueiro humano na Praça de San Marco
Curiosidade:Um dos nossos garçons tinha uma Joaninha tatuada no braço, tive que perguntar o motivo: Ela, a coccinella, em italiano, é sinal de boa sorte e prosperidade. Ahh tá!




Próxima parada! Pisa!



Tchau Veneza!






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