25 de fev de 2012

Wondering in Cinque Terre, Italy

Monterosso Al Mare

 Visitar Cinque terre foi recomendação de um casal de amigos italianos. Eu, na minha santa ignorância, nunca tinha ouvido falar. Meu marido pegou o telefone e mostrou-me a foto do lugar e fui convencida. De fato, não precisava de argumento sequer. Teríamos que esticar nosso roteiro e nossos euros para conhecer esse pedaço da Riviera Italiana.

Cinco terras na Costa da Ligúria: Monterosso, Manarola, Corniglia , Vernazza e Riomaggiore. Turistas de todos os cantos as visitam em busca de praia, trilhas, cachoeiras, boa massa, bons vinhos e o clima romântico desse lugar.


“Parco Nazionale delle Cinque Terre”

Fonte: http://www.lonelyplanet.com/maps/europe/italy/cinque-terre

A chegada:



 De tirar o fôlego!


Trajeto Estação de trem - Hotel


O trajeto durou uns 15 minutos a pé. A caminhada (mesmo com malas) foi melhor que eu imaginava. Estávamos à beira do mar e super empolgados com o visual, acho que nos ajudou. Mas é bom levar em consideração as condições climáticas, e ver se o hotel oferece algum serviço para carregar as malas. O nosso hotel oferecia essa opção, mas acabamos não a utilizando, pois estávamos com mala de rodinha e a mochila.

Hotel:


120 Euros por noite – com café da manha e refeição no check-in.

Uma pousadinha simpática em que os próprios donos gerenciavam tudo. O atendimento foi bom e tudo correu nos conformes.

Entrada do hotel na plaquinha azul na direita
Localizado mais perto da encosta do morro, seus quartos não ofereciam vista para o mar. De qualquer forma, o terraço compensava. O dono fez uma área comum para os hóspedes e o encheu com espreguiçadeiras e cantinhos aconchegantes para tomar um vinho e apreciar a vista do alto. Detalhe, coberto de limoeiros e  “matinhos” de alecrim, que aroma!



Vista do terraço do hotel

Nosso café da manhã: omelete, suco de laranja vermelha (aprendi que nao era pomelo) e brioche.
Tudo feito in loco.
Esq p/ Dir: Varanda do quarto, banheiro na suíte e escada para o terraço
Achei bacana a idéia do hotel de oferecer uma refeição na hora do check-in. Chegamos cansados e quando vimos uma mocinha simpática nos oferecendo um prato de massa não resistimos. Para completar no próprio hotel vendia o vinho da região por 6 euros...



Refeição cortesia e vino a venda.
Programas de turista:


1 - Relaxar na praia.

Praia de Monterosso Al Mare


2 - Tomar gelatto.

3 - Visitar as Igrejinhas de cada povoado.

4 - Fazer a trilha pelo “Sentiero Azzurro”

É assim que se chama a trilha que conecta todas as ”terres”. Fazer as trilhas entre os povoados é uma das atrações do parque. Fizemos a caminhada mais longa, saindo Monterosso até Vernazza. Além da vista do alto da montanha ser maravilhosa, existem cachoeiras que ajudam a refrescar na hora do calor.


Chegando em Vernazza pelo alto da montanha.
 Fomos durante a baixa temporada, quando os check-points não funcionam e normalmente o parque fecha alguns trechos para manutenção. Nós achávamos que seriamos impedidos de terminar a trilha em algum ponto, mas com boa vontade e gentileza, passamos por todos os obstáculos e os outros turistas sem problemas. Fomos logo cedo e chegamos a Vernazza na hora do almoço, curtimos um pouco esse segundo vilarejo e fomos de balsa até Riomaggiore.
Bilhete para a balsa Vernazza a Riomaggiore : 6,50 euros a viagem.

Chegando em Riomaggiore pelo mar

Casinhas no interior de Riomaggiore

5 - Caminhar com alguém querido na Via Dell’Amore.



Esse trecho que liga Riomaggiore a Manarola é imperdível para quem visita o parque. Não tem como não se apaixonar e não entrar no clima romântico desse caminho. Perto da entrada do caminho, saindo de Manarola, tinha um mercadinho onde compramos vinho e uns belisquetes e no meio da caminhada paramos para brindar e apreciar o pôr-do-sol. Fica a dica. O bar que fica lá dentro estava fechado quando passamos.

Compras:

O artesanato de cerâmica, vinho e molhos é 90% do que se vende por lá. Ou seja, se você pretende levar qualquer souvenir que seja, pense que tudo pode quebrar-se na mala. Como a minha já era pequena e ocupá-la com papel bolha era fora de cogitação, restou-me comprar todos os vinhos que pudesse beber lá mesmo. De lembrança ficaram as fotos.

O que os locais nos recomendaram:

Eu imagino que na alta temporada não seja necessário, mas na baixa, procure fazer a trilha em grupo ou se anexar a algum. O dono da lojinha de gelatto me avisou. Ter respeito / cuidado com os trabalhadores responsáveis pela manutenção da trilha. Estávamos em dois casais e procuramos andar próximos a outros grupos. Deparamos-nos com um grupo de marroquinos que haviam bloqueado um mega pedaço da trilha para fazer consertos no caminho e se não fosse o que restava do meu français junto ao papo “sou do Brasil, mulata, carnaval e futebol, todo mundo ia ter que dar meia-volta. Eles estavam com cara de poucos amigos...


Restaurante


Ai que saudade dessa massinha com frutos do mar...


Esse restaurante tinha a comida honesta, saborosa e serviço ótimo. A menina que limpava o nosso quarto me recomendou. Ela me disse que o namorado levava ela para jantar lá. Achei garantido. = )



O que poucos dizem, mas é bom saber:

Sentiero Azzurro 1: Trilha é trilha, calçar algo confortável e ir em dia sem chuva é bom senso. Dentro do parque, apesar de ver que em alguns pontos tudo era sinalizado e aberto, em outros as condições eram mais precárias. Levando em conta que tudo ali leva a um penhasco rochoso, um deslize e acabou seu passeio.

 
Trecho trilha Monterosso - Vernazza

Sentiero Azzurro 2: As trilhas têm pedágio onde verificam seu bilhete de ingresso. Cortar caminho nem pensar...


Bilhete de Ingresso (1) . Existem modalidades com trem (2) ou balsa (3)  inclusos.

Hotel: Não adianta querer ficar perto da estação para não ter que arrastar a mala muito tempo e depois reclamar do barulho constante do trem.

De carro: Visitar Cinque Terre de carro é complicado. Vagas para estacionar nos povoados são limitadas e pagas (cerca de 15 euros por dia) . A estrada que leva até lá, apesar de linda, é cheia de curva. Como dirigir não é meu forte e eu enjôo até vendo vídeo no Youtube, o trem foi minha opção.

Nossa cabine no trem de Pisa a Monterosso
Trem 1: Ao passear pelos povoados a noite (quando as barcas já não funcionam), não se preocupe na hora do retorno ao hotel, se o guichê da estação estiver fechado, você pode entrar no trem tranquilamente e avisar ao fiscal, sem medo de multa. Ele cobrará o preço regular.



Aguardando o trem em Corniglia

Bilhete preenchido pelo fiscal no trem

Trem 2: Muito cuidado com os furtos quando for viajar de trem. Apesar dos italianos nos avisarem que no sul do país tínhamos que ter cuidado, foi justamente no norte que nosso amigo teve a carteira roubada.


Como acontece? Na hora que você está pronto para desembarcar e o meliante sabe que você vai sair, ele aproveita a confusão das malas para pegar o que tiver a vista e já vai para outro vagão de fininho.


No nosso caso o incauto só não contava com a minha astúcia! Na hora em que saímos do trem e meu amigo falou que a carteira dele tinha sumido eu coloquei meu pé no trem (já que eles esperam todo mundo sair para continuar) e chamei a policia e o fiscal e pedi para parar tudo. Para a infelicidade do sujeito que nos roubou, ele estava com o banho vencido há SECULOS e quando passou por nós o cheiro foi tão inigualável que sabíamos que só poderia ter sido ele. Long story-short: Não foi difícil achar ele quietinho tentando se esconder e recuperar a carteira. Ninguém mandou roubar de brasileiro!


Curiosidade:



Os cadeados da Via dell'amore: os casais apaixonados levam o seu, escrevem seus nomes e ali guardam seu amor para sempre. Ai ai...



 



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